Fim de semana na Costa Verde a bordo: roteiro sem pressa entre Angra e Paraty

Existem viagens que pedem agenda cheia e outras que funcionam melhor quase sem plano. Um fim de semana a bordo na Costa Verde, no litoral sul do Rio de Janeiro, pertence ao segundo grupo. Entre Angra dos Reis e Paraty, a paisagem de ilhas, enseadas e praias acessíveis apenas pelo mar convida a um ritmo diferente, em que o roteiro se ajusta ao vento, ao sol e à vontade do grupo.

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Sábado: ilhas e mergulho

A manhã costuma ser o melhor momento para sair da marina, com o mar mais calmo e a luz boa para fotos. A baía da Ilha Grande reúne pontos de parada para banho e mergulho com snorkel em águas claras, e muitas embarcações fazem pausas curtas em diferentes enseadas ao longo do dia. A dica é não tentar ver tudo: escolher duas ou três paradas e aproveitar cada uma com calma rende mais do que uma maratona de lugares.

Para o almoço, há praias com restaurantes que recebem quem chega de barco, além da opção de levar a refeição pronta e comer ancorado. No fim da tarde, voltar com tempo para ver o pôr do sol no mar costuma ser o melhor momento do dia.

Domingo: rumo a Paraty

No segundo dia, quem tem autonomia pode seguir em direção à baía de Paraty, conhecida pelas praias de águas tranquilas e pela vegetação que desce até a areia. É um trecho que combina bem com quem gosta de paradas para caminhar em terra e conhecer o centro histórico da cidade antes de voltar.

O que levar no cooler (e o que deixar em terra)

Um bom fim de semana a bordo depende de pequenos detalhes. Alguns itens ajudam bastante:

  • água em quantidade generosa e frutas frescas;
  • petiscos que não estraguem com o calor;
  • protetor solar, chapéu e camiseta com proteção UV;
  • sacos para recolher todo o lixo produzido a bordo.

Quem aprecia cervejas artesanais ou outras bebidas fermentadas pode levar suas preferidas para os momentos de pausa, mas com uma regra inegociável: quem conduz a embarcação não bebe. A lei vale na água tanto quanto no asfalto, e o mar exige reflexos atentos.

Alugar, dividir ou ter o próprio barco

Para a primeira experiência, alugar uma lancha com marinheiro é o caminho mais simples. Depois de algumas viagens, porém, muita gente começa a pensar em ter a própria embarcação. Nesse momento, vale procurar uma revenda de lanchas rj que conheça bem a região e possa indicar o modelo certo para o tipo de passeio que o grupo gosta de fazer. A Kadu Marine, por exemplo, tem base na Marina Verolme, em Angra dos Reis, trabalha com embarcações novas e seminovas e oferece consultoria gratuita para avaliar o perfil de navegação antes da compra.

Seja de barco alugado ou próprio, o segredo da Costa Verde é o mesmo: deixar o relógio de lado, respeitar o mar e voltar para casa com a sensação de que dois dias renderam como uma semana.

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